há dormituras de suavíssima flôr
no almofariz abismado da concha
onde os dedos caudais se infundem
trombetas rosa erigem dos mamilos
sussurrando os esguichos das fontes de chá
a embaterem-te no lado oculto da língua
gemidos espiralados saem do búzio
enquanto suores lhe pingam a dilatação
vaporizando gorgolejos de almíscar
o sangue florido molda-te os ossos plasmados
dançando por eles a fervência do suave
