há línguas de dióspiro
que te descrevem a pele gravítica
enquanto lisuras húmidas
te embatem na praia dos seios
o que te cintila no pavio da língua?
outra margem laranja sibila-te
o licor da luz pela voz da garça
que distende o pescoço fluvial do ouro
e do peixe que borbulha o verbo
dos respirares de cérebros prateados
há espuma esbatida entre os cabelos do ferro
quando a urina se entorna no ninho da rocha
distender as vagas musculares pelos gomos dos dedos
como me encerras a propulsão na glande do crânio?
o núcleo duro é um manipulo dentro da carne
como me inalas a catarse da cascata invertida?
