pela artéria da terra
oscilam comprimidas as raízes
de discos coloridos
centram o entusiasmo húmido
na estrela enterrada
seca na esfera do cobre
pela artéria da água
o peixe verte infindo suor
duplo ao bifurcar língua
no ventre ardente das copas
escuras pupilas vindouras
enquanto orbitua gelo
um coração negro impulsa
degrada-se em quatro luzes
pelas artérias escavadas pela cobra
pela artéria do ar
bocas engolem espadas
até ao punho da artéria
onde o ejaculado vermelho
se derrama sem gravidade
pelos cantos da íris
pela artéria do fogo
paus sustentam a semente pendular
em fios umbilicais
tecidos pela aranha de capuz
com patas de fósforo
enquanto a cinza não chove
